Fundada em 22 de dezembro de 1870, a Associação Comercial de Santos (ACS) está ligada diretamente ao desenvolvimento da Cidade e do País. Santos era uma cidade de característica ainda colonial, quando a instituição foi criada por um grupo de empresários para alavancar o crescimento do porto santista e, junto com ele, a economia paulista e brasileira. Os fundadores da ACS e seus integrantes foram decisivos para muitos dos avanços que os santistas viram nos anos posteriores: o porto organizado, a primeira escola secundarista local, o primeiro teatro de ópera e a primeira instituição de segurança patrimonial. Um exemplo da importância da ACS para Santos é que em 1891, durante uma crise política, a população santista confiou à entidade a condução administrativa da Cidade por um breve período.
Sede
Sua sede, que completou 100 anos em 2024, é emblemática no bulevar da Rua XV de Novembro, 137, no Centro Histórico de Santos. Conhecida também como Palácio do Comércio, em estilo eclético, é um patrimônio cultural e símbolo da história urbana e comercial de Santos. A trajetória do edifício teve início em 1921, com o lançamento da pedra fundamental da construção, que contou com a presença de figuras ilustres como o presidente Epitácio Pessoa e o então governador de São Paulo, Washington Luiz.
Destaques
O visitante pode conhecer o Salão de Mármore, palco de exposições abertas ao público; o auditório, que recebe importantes fóruns e debates sobre desenvolvimento, o laboratório de classificação de café, onde acontecem os tradicionais cursos do setor, além da Sala da Presidência, que conta com dois quadros raros de Benedicto Calixto, “Santos em 1888” e “Panorama do Porto de Santos em 1895”. Outro espaço que chama a atenção é a Sala de Reunião, com mobiliário de estilo Ecletismo de inspiração luso-brasileira, com forte predominância de referências neorrenascentistas e neoclássicas.
Livro de Ouro
O Livro de Ouro é outro patrimônio da instituição reunindo assinaturas de ilustres visitantes da ACS, antes mesmo da construção da sua sede. D. Pedro II foi quem inaugurou o livro durante visita em 30 de agosto de 1875.