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19/ 03/ 2019

Menino ucraniano realiza sonho de conhecer o Museu Pelé

​O rosto ficou vermelho, os lábios se entreabriram e os olhos, que não paravam de inspecionar o ambiente, adquiriram o brilho típico de quem vê seu sonho concretizado. O menino ucraniano Anton Horobulya, de 10 anos, era só alegria e emoção ao conhecer, na tarde de hoje (19), o Museu Pelé – ali ele teve seu primeiro contato com o futebol de botão e visitou a Sala do Rei, aberta apenas em ocasiões especiais ou quando o atleta do século 20 encontra-se na cidade.
​Portador de Distrofia Muscular de Duchenne, uma doença genética degenerativa e incapacitante que acomete apenas meninos, ele chegou ao Brasil na noite de domingo, acompanhado do pai, Pavlo, beneficiado pelo projeto ‘Realize um sonho’, desenvolvido pelo TSN 1 + 1, o principal programa de notícias da Ucrânia, em parceria com filantropos.
​“O Anton é fissurado no Pelé”, explicou o cônsul honorário da Ucrânia em São Paulo Jorge Rybka, dizendo que até os cinco anos o menino jogava bola e se divertia como qualquer outra criança da mesma idade. Com o diagnóstico e a progressão da doença incapacitante, ele só atua como juiz em campo.

BOLA NO TRATAMENTO - Acompanhando o cônsul da Ucrânia Valerii Hryhorash e os jornalistas Mariia Shevchenko e Oleksanra Khyzhnjak, e o câmera Andrii Marchenko, que registraram a visita a Santos, Rybka comentou que o futebol que o menino adora agora é utilizado como tratamento fisioterápico. “Mesmo morando tão longe, ele conhece muito do futebol brasileiro e é fã de Júnior Moraes, ex-jogador do Santos Futebol Clube.” Em 2011, o atacante foi jogar na Ucrânia e recentemente conquistou cidadania ucraniana.
“Anton ficou maravilhado com tudo o que viu”, afirmou o pai, após fotografar o filho acomodado na mesa do Rei, segurando por alguns segundos a coroa de Pelé sobre sua cabeça. Em função da doença, que causa degeneração progressiva dos músculos devido à ausência de uma proteína, fica mais difícil, a cada dia, o menino se levantar, andar e se vestir – este ano ele deixou de frequentar a escola e utiliza uma scooter para se locomover.
O menino reconhece a tradição brasileira no futebol, sabe da importância de Pelé no cenário mundial e nomeou muitos jogadores cuja imagem viu em uma revista na Sala do Rei. Ele também esteve na Vila Belmiro – “ele perdeu até a fala, de tanta emoção”, confidenciou o cônsul honorário – e nesta quarta deve acompanhar em campo o jogo entre Palmeiras e Ponte Preta, pelo Campeonato Paulista. O grupo retorna à Ucrânia na quinta-feira (21).