Jardim da Orla

Fica em Santos o maior jardim de praia do mundo, registrado em 2002 pelo Guinness World Records. Até hoje nessa privilegiada posição, o jardim é um  verdadeiro cartão postal da cidade, que emoldura os sete quilômetro de praia - são  5.335m de extensão e largura entre 45m e 50m, totalizando 218.800m².

  

O jardim também é uma galeria de arte ao ar livre, pois abriga nada menos que 38 monumentos e conjuntos esculturais, destacando personagens dos cenários santista, nacional e internacional.

Espécies vegetais

O jardim da orla apresenta tonalidades, texturas e aromas diferentes em seus 1.300 canteiros, floreiras e vasos de plantas, com mais de 70 espécies ornamentais. Entre elas, lírios da paz, biris, dracenas, pingos de ouro, paulistinhas, margaridas brancas e amarelas, crinuns brancos e coleus. As espécies são do tipo perene, mais resistentes ao clima da região, que apresenta umidade, salinidade e vento. Há ainda 1.800 árvores vários portes, como palmeiras, cicas e os chapéus-de-sol. Esta rica flora atrai aves de várias espécies, algumas endêmicas, que constroem ninhos e ali vivem, e outras que usam o jardim para se alimentar ou como ponto de descanso nos voos, inclusive para fora do continente.

Monumentos

Verdadeira galeria de arte a céu aberto, os jardins contam com 38 monumentos, entre estátuas, bustos, placas comemorativas e conjuntos escultóricos, que relatam personagens e páginas significativas da história da cidade, do Brasil e do mundo. Do José Menino, bairro que faz divisa com o município de São Vicente, até a Ponta da Praia, é possível conhecer importantes vultos da história, como Saturnino de Brito, patrono da engenharia sanitarista do Brasil; Alberto Santos Dumont, o pai da aviação; padre jesuíta José de Anchieta e Cristóvão Colombo. Outras peças escultóricas representam momentos emblemáticos da história local ou mesmo características santistas, como os monumento aos 90 anos e 100 anos da imigração japonesa, Os Imigrantes, Atlético Náutico Santista, João Octávio dos Santos e O Pneu Furou.

História

A proposta de criar um jardim na praia nasceu em 1914, resultado de um estudo de urbanização desenvolvido pelo engenheiro sanitarista Saturnino de Brito. Mas o projeto só começou a ser viabilizado em 1936 e os primeiros trechos ficaram prontos três anos depois, o que colocou um ponto final na tentativa de especulação imobiliária na orla. Entre 1949 e 1959, o jardim ganhou fontes, postos de salvamento e o Aquário Municipal. Nas décadas de 1970 até 1990, seu desenho era geométrico. Em 2003, com a inauguração da ciclovia, os canteiros ganham de volta o formato curvilíneo.